
Atrativos Culturais
Biblioteca Antônio Torres - Conhecida também como “Casa do Muxarabiê” destaca-se entre os atrativos culturais de Diamantina pelas características arquitetônicas de procedência mourisca. A casa possui três sacadas, sendo uma inteiramente fechada em treliças de madeira, que destinava-se principalmente ao uso feminino, pela peculiaridade de deixar a pessoa ver a rua sem o risco de ser vista. Hoje é sede da Biblioteca Antônio Torres
Localização: Rua da Quitanda nº 50 - Centro
Casa de Chica da Silva - Pela singularidade arquitetônica, a casa figura entre os mais interessantes exemplares de edificação residencial do período colonial mineiro. Pertenceu ao contratador João Fernandes de Oliveira, que nela viveu entre os anos de 1763 e 1771, em companhia de da ex-escrava Chica da Silva.
Localização: Praça Lobo de Mesquita.
Casa da Glória - É o cartão-postal de Diamantina. Trata-se de duas casas, cada qual construída em épocas distintas e em lados opostos da rua. A mais antiga pertenceu à Coroa Portuguesa e depois a Dona Josefa Maria da Glória, daí o nome. Foi também residência de intendentes e do primeiro bispo de Diamantina. O famoso passadiço data dos tempos das irmãs vicentinas - a partir de 1876. Sua função era preservar as internas dos olhares alheios, principalmente dos rapazes, quando atravessassem a rua. Atualmente abriga o Instituto Casa da Glória e Centro de Geologia Eschewege, pertencentes a UFMG.
Localização: Rua da Glória
Casa do Inconfidente Padre Rolim – Atual Museu do Diamante - Construído no século XVIII, possui um grande significado histórico de Diamantina, pois residiu lá o inconfidente padre José de Oliveira e Silva Rolim, natural do antigo Arraial do Tijuco e um dos principais implicados na Conjuração Mineira de 1789. Preso e enviado para Portugal, teve seus bens confiscados pela Fazenda Real inclusive a casa que foi leiloada em praça publica. O imóvel permaneceu em mãos particulares até 1945, quando foi desapropriado pela União e instalou o Museu do Diamante. Em 1951 e 1953 foi restaurado pelo IPHAN.
Localização: Rua Direita,14.
Mercado Municipal - Em 1835 um prédio foi erguido para moradia e comércio do Tenente Joaquim Cassimiro Lages. Ao lado, mandou construir um rancho de tropeiros, local para o descarregamento e comercialização de mercadorias vindas de outros lugares. Em 1881 a 1884 o comércio foi desfeito e alguns anos depois, a população pediu a Câmara Municipal a reativação do local para a distribuição de mercadorias. Com isso foi iniciada a construção do atual mercado municipal.
Localização:Praça Barão de Guaicuí,171.
Casa de JK - Pequena construção, de arquitetura simples, onde o ex-presidente Juscelino Kubitschek passou sua infância. Era local de adoração do filho mais ilustre de Diamantina, aquele que fez o Brasil crescer 50 anos em 5.
Localização:Rua São Francisco 241.
Igreja Nossa Senhora do Carmo - A Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo do arraial do Tijuco foi fundada em 1758 com uma sede provisória na Igreja Matriz de Santo Antônio. Entre 1760 e 1765 as obras se iniciaram e foram concluídas faltando apenas a pintura e ornamentação. Foi o desembargador João Fernandes de Oliveira quem propiciou financeiramente a construção do edifício em frente a Casa do Contrato.
Pintores e escultores importantes para a região, como José Soares de Araújo, Manoel Pinto e Francisco Antônio Lisboa contribuíram de maneira significativa na ornamentação da igreja. Várias reformas foram realizadas durante o séc. XIX. Em 1948/49 o IPHAN efetuou importantes obras de restauração em função do tombamento do monumento em 1940.
Localização: Rua do Carmo.
Igreja de São Francisco de Assis - A Ordem terceira de são Francisco fundada no Tijuco em 1762 tomou iniciativa em construir uma capela em 1766. Documentos datados em 1793 a 1798 indicam que José Soares de Araújo realizou trabalhos na igreja e o notável pintor da região, Silvestre de Almeida Lopes também teve autoria em alguns trabalhos. Obras de restauração em meados de 1917 podem ter provocado algumas alterações no interior do templo e em 1949, com o tombamento do monumento pelo IPHAN, obteve uma restauração geral.
Localização: Rua São Francisco.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário - A primitiva capela em homenagem a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos do Arraial do Tijuco foi erguida em 1731 conforme documentos que comprovam ser tratar de um dos templos mais antigos de Diamantina.
Sem informações a respeito da construção primitiva, foi conservada até 1770. Para a execução das obras de reforma da capela, a Irmandade estabeleceu onze condições obrigatórias, entre elas, a adoção como modelo, de detalhes e características das igrejas locais do Carmo e São Francisco. A ornamentação interna foi realizada por José Soares de Araújo, tesoureiro da Irmandade e renomado pintor da região. O monumento tombado pelo IPHAN em 1949 sofreu reformas de restauração e reparos.
Localização:Praça Dom Joaquim.
Capela de Nossa Senhora do Amparo - A Irmandade dos Pardos do Arraial do Tijuco, em 1756 foi autorizada a erigir sua própria capela, dedicada a Nossa Senhora do Amparo. As obras estendidas até 1776, teve seus ornamentos executados aproximadamente neste período conforme documentos com a participação do pintor Silvestre de Almeida Lopes. Os irmãos do Amparo realizaram sacrifícios para a finalização das obras internas como em 1782 deixar de promover a tradicional festa da padroeira afim de investir uma verba maior na capela. O século XIX foi marcado por vários trabalhos de contemplação ou reforma do templo. No império adquiriu o título de Imperial Capela e ostenta na portada um emblema com as armas imperiais. O monumento é tombado pelo IPHAN em 1949 e passou por uma restauração geral recentemente.
Localização:Rua do Amparo
Capela do Nosso Senhor do Bonfim - Apesar da aparente inexistência de documentos comprobatórios a respeito da construção desta capela, a tradição oral menciona que a classe militar do Tijuco tomou a iniciativa e o custeio da construção. Datada como anterior a 1771. O monumento é tombado pelo IPHAN em 1949 e foram realizadas vários trabalhos de restauração em 1956 e 1960.
Localização: Rua do Bonfim.
Catedral de Santo Antônio - Destaca-se por se tratar de uma construção recente, que substitui uma antiga igreja com mesma invocação. Foi originária no período colonial e servia como matriz da freguesia e depois sé do bispado. A primitiva capela foi erguida no bairro de Burgalhau e, transferida para a parte central depois afim de polarizar e adensar o povoado do arraial do Tijuco. A edificação no novo templo foi entre 1933 e 1940 e localiza-se na mesma praça onde havia a antiga igrejinha. Apesar de não ser acompanhada pelo tombamento direto, o monumento faz parte do acervo paisagístico da cidade, que foi tombado em conjunto pelo IPHAN em 1938.
Localização: Joubert de Guerra.
Atrativos Naturais
GRUTA DO SALITRE
Localizada a 9 km de diamantina e a 1 km do distrito de Curralinho, figura-se como um dos principais atrativos naturais da região. O conjunto monumental da gruta esculpida em rochas quartzíticas revela uma bela paisagem que remete a uma catedral gótica pelo seu traçado. Gruta do Salitre foi região do intenso extrativismo mineral do salitre para produção de pólvora, a ser usada na quebra de rochas para desvio dos cursos dos rios.
O local é muito visitado atualmente, além de ser usado para realização de eventos, principalmente musicais, pela acústica proporcionada pelo local, bem como filmagens e também para prática de atividades ecoturísticas.
CAMINHO DOS ESCRAVOS
Constituiu no passado uma rota entre o tijuco e mendanha na qual transitavam tropeiros e animais. Posteriormente, passou a ser utilizado também para o transporte de diamantes extraídos no rio Jequitinhonha. O Trecho da subida da serra dos Cristais, na saída da cidade e a descida da serra até o Mendanha, foi calçado pelos escravos a mando do intendente da câmara á época, Desembargador Manuel Ferreira da câmara Bittencurt, no início do séc. XIX. Atualmente, a prática do turismo ecológico é muito comum no caminho dos escravos.
PARQUE ESTADUAL DO BIRIBIRI
Situado a 15 km de diamantina, o parque estadual do biribiri apresenta fauna e floras ricas. Em 22 de novembro, o local passou a ser unidade de conservação. A abundancia hídrica desta região é outro fator a ser mencionado, com destaque para suas diversas cachoeiras. Na área do parque localiza um patrimônio histórico: A vila de biribiri, que foi sede de uma das primeiras comunidades fabril do estado criada pelo bispo dom João Antonio dos Santos. A igreja e as casas que serviam de residência para os operários da fabrica se encontram conservadas, sendo este importante conjunto arquitetônico tombado pelo IEPHA - Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais
PARQUE NACIONAL DAS SEMPRE-VIVAS:
Com 121 mil hectares, o Parque Nacional das Sempre-vivas situa-se numa região riquíssima em água, com inúmeras cachoeiras e caracterizada pela presença de matas de galerias e campos de altitudes, na Serra do Espinhaço.
O nome dado ao parque é pelas inúmeras espécies de sempre-vivas, pequena flor típica da região e endêmica em Minas Gerais, encontradas em sua área. A coleta das flores para a comercialização é responsável pelo sustento de inúmeras famílias da região. Dentro do parque existem ainda marcas históricas do processo de ocupação diamantinense, como trechos de caminhos antigos, currais de pedra e ruínas de postos de contagem de gado.
CACHOEIRA DOS CRISTAIS
Esta é uma das mais belas cachoeiras da região. Tem uma série de três cachoeiras, grande piscina natural, com relevo e vegetação característico de campo rupestre. Distância: 14 Km da cidade.
CACHOEIRA DA SENTINELA
Bastante utilizada para banhos, a praia é formada por pequenas quedas d’água e piscinas naturais de águas límpidas e temperatura agradável. Seu cenário é formado por vegetação de transição - cerrado/matas de galerias. Encontra-se ainda nas pedras inscrições rupestres curiosas desenhos indígena
Localização: Fica a sete quilômetros da cidade, n
Dicas para Visitas em Áreas Naturais
- Para visitar algumas cachoeiras da região é preciso o acompanhamento de guias ou condutores de turismo. Informe-se na Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio sobre os profissionais cadastrados e os prestadores deste serviço na cidade.
- Para praticar trekking ou outras atividades na área das Unidades de Conservação localizadas no município é importante que haja contato prévio com a gerência dos Parques:
- Parque Estadual do Biribiri - IEF: (38) 3531-3919
- Parque Nacional das Sempre Vivas - ICMBIO: (38) 3531-2703
- Cuide de sua segurança: tenha atenção ao caminhar nas trilhas; não saia do percurso conhecido; estacione seu veículo em local seguro; não deixe seus pertences desprotegidos;
- Pratique o turismo responsável: Integre-se à natureza e aos costumes do moradores das comunidades locais;
- Não perturbe a fauna e proteja a flora;
- Leve todo o lixo produzido pelo seu passeio de volta à cidade;
- Denuncie queimadas e crimes ambientais 0800 61-8080
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